Os remédios de uso contínuo do ex-presidente Jair Bolsonaro foram entregues, no sábado (22), na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília, onde ele está preso preventivamente. Uma equipe médica compareceu ao local para avaliar seu estado de saúde, porém saiu do prédio sem dar declarações.
De acordo com a defesa, Bolsonaro está com a saúde debilitada, sofrendo diariamente de soluço gastroesofágico, falta de ar e precisando usar medicações que afetam o sistema nervoso central. Esses problemas são decorrentes das sequelas da facada sofrida em 2018.
A ordem de prisão preventiva foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), após uma convocação para uma vigília feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que estava marcada para ocorrer no sábado nas proximidades da residência do ex-presidente, que estava em prisão domiciliar desde agosto.
O ministro também foi informado de uma tentativa de violação da tornozeleira eletrônica durante a madrugada.
Atendimento médico
Na decisão, Moraes determinou que Bolsonaro recebesse cuidados médicos em tempo integral, com uma equipe de plantão na própria superintendência.
A sede da PF fica próxima ao Setor Hospitalar Sul, onde está localizado o hospital DF Star, que é conhecido por atender o ex-presidente.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar o núcleo central de uma trama golpista. Após descumprir medidas cautelares, ele passou a cumprir prisão domiciliar em 4 de agosto deste ano, sob monitoramento eletrônico e com restrições que incluíam proibição de acessar embaixadas, contatar autoridades estrangeiras e usar redes sociais direta ou indiretamente.
A execução da pena pode acontecer nas próximas semanas, após o STF analisar os últimos recursos apresentados pelas defesas dos réus.
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