O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas à ausência de líderes mundiais na COP30, realizada em Belém (PA). Em seu discurso de abertura, ele ressaltou a importância de ações concretas para lidar com a crise climática, enfatizando a necessidade de diminuir a dependência de combustíveis fósseis e sugerindo a criação de um Conselho do Clima ligado à ONU.
O evento representa a primeira cúpula ecológica das Nações Unidas sediada na Floresta Amazônica. Lula alertou para a possibilidade de o avanço do aquecimento global levar “milhões de pessoas” à fome e à pobreza, enfatizando que a mudança climática não é apenas uma ameaça futura, mas uma tragédia presente.
Durante seu discurso, o ex-presidente mencionou eventos climáticos recentes, como o furacão Melissa no Caribe e um tornado no Paraná, que resultaram em vítimas e destruição. Ele também criticou a disseminação de desinformação sobre o assunto, defendendo uma postura firme contra os negacionistas do clima.
Crise ambiental é “uma crise de desigualdade”
Lula apontou o Acordo de Paris de 2015 como um avanço, porém considera que não avança com rapidez suficiente para limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC. Ele defendeu metas mais ambiciosas, com apoio financeiro e transferência de tecnologia para países em desenvolvimento.
O ex-presidente ainda enfatizou que a crise ambiental é, na verdade, “uma crise de desigualdade”, com consequências mais severas para as populações vulneráveis. Ele destacou a necessidade de uma transição justa que reduza as disparidades entre países do Norte e do Sul, permitindo que todos tenham direito a um futuro sustentável.
A Cúpula de Belém está abordando temas como transição energética, financiamento climático e adaptação de países vulneráveis. Países em desenvolvimento pressionam por uma mobilização de US$ 1,3 trilhão anualmente para combater o aquecimento global, compromisso assumido em 2009, mas que ainda não foi efetivado.
O Brasil também está buscando usar a conferência para promover o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), um projeto que visa recompensar nações que preservem suas florestas. Outro tópico central é o abandono gradual de combustíveis fósseis, responsáveis por parte das emissões globais.
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