O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração polêmica nas redes sociais neste sábado (14). Ele afirmou que os Estados Unidos “derrotaram e dizimaram completamente o Irã”. Além disso, Trump destacou a importância dos países que recebem petróleo do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio global de petróleo, em cuidar da região.
“Os Estados Unidos derrotaram e dizimaram completamente o Irã, militarmente, economicamente e de todas as outras formas, mas os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem, e nós ajudaremos — MUITO!”
No entanto, até o momento, não há informações oficiais sobre uma rendição do Irã. A morte do aiatolá Ali Khamenei não foi suficiente para desestruturar a resistência do país persa, que tem mostrado poderio bélico para manter as tensões em Ormuz e em outros países da região.
Neste sábado (14), o Irã atacou a sede da Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque, e também ameaçou destruir a infraestrutura petrolífera de empresas que cooperam com os Estados Unidos, caso suas instalações fossem atacadas.
Antecedentes
Na sexta-feira (13), os Estados Unidos realizaram um ataque a alvos militares na Ilha Kharg, principal centro petrolífero do Irã, responsável por 90% das exportações de petróleo do país. Trump ameaçou atacar a infraestrutura petrolífera na ilha se o Irã continuasse a bloquear a navegação no Estreito de Ormuz.
O ataque em Kharg foi o desdobramento mais recente das tensões na região, que impactaram os preços do petróleo globalmente. O barril de petróleo chegou a atingir US$ 120, e o governo iraniano chegou a alertar para a possibilidade do preço subir para US$ 200.
Brasil
A crise também afetou o Brasil. A Petrobras anunciou na sexta-feira (13) um reajuste de R$ 0,38 por litro no óleo diesel vendido às distribuidoras, com o novo preço entrando em vigor no sábado (14).
Em coletiva de imprensa, a empresa afirmou que os preços estão sendo monitorados diariamente e, até o momento, não há previsão de reajuste da gasolina.
