Nesta sexta-feira (17), a Polícia Civil revelou os resultados do inquérito referente à família Aguiar, que ocorreu em Cachoeirinha. Seis indivíduos foram indiciados, entre eles o policial militar Cristiano Domingues Francisco, considerado responsável pela morte de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, além dos pais dela, Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Aguiar, de 70 anos.
O relatório será enviado ao Ministério Público para que este decida se irá formalizar uma denúncia na Justiça.
Segundo as investigações, Cristiano enfrenta acusações graves, incluindo feminicídio, duplo homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáveres, abandono de incapaz, falsidade ideológica, furto qualificado, fraude processual e falso testemunho, além de associação criminosa.
Além dele, outras cinco pessoas também foram indiciadas. A polícia informou que esses indivíduos ajudaram Cristiano e obstruíram o andamento da investigação, embora não haja evidências de envolvimento direto nas mortes.
Ainda não foram encontrados os corpos das três vítimas. Entretanto, as buscas continuam mesmo após o término formal do inquérito.
Delegado comenta sobre falsa narrativa
Os investigadores afirmam que Cristiano utilizou o celular de Silvana após seu falecimento para criar uma narrativa enganosa sobre seu desaparecimento. Ele é acusado também de empregar um software de clonagem de voz com inteligência artificial para simular a voz da vítima e enganar seus pais.
A polícia relatou que Silvana e seu pai foram assassinados em sua residência no bairro Granja Esperança entre os dias 24 e 25 de janeiro. Já Dalmira foi morta na casa do casal no bairro Anair.
O inquérito conta com mais de 20 mil páginas e analisou 16 telefones celulares e mais de 10 terabytes de dados provenientes desses dispositivos. No total, 34 testemunhas foram entrevistadas durante a investigação.
Cristiano está detido desde o dia 10 de fevereiro e optou por permanecer em silêncio sempre que foi convocado para depor.
A defesa do policial declarou que aguardará o envio oficial do inquérito para se posicionar. Por outro lado, a defesa de Wagner Domingues Francisco afirmou ter tomado conhecimento das medidas através da imprensa e da coletiva realizada e aguarda acesso completo às provas para se manifestar futuramente.
Continue acompanhando sobre o desaparecimento da família Aguiar
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