Olá, pessoal! A situação do meu trabalho hoje está bem complicada… Mas vamos em frente. “The show must go on”. Antes de tudo, como vocês estão? Confesso que minha disposição estava bem melhor antes de assistir ao filme que vamos comentar (risos). Às vezes me pergunto se realmente era necessário mais uma adaptação de um clássico. Então, venha comigo e vamos falar sobre Pinóquio (Paris Filmes, 2026).
É evidente que algo não vai bem quando a distribuidora faz uma grande divulgação do filme. Ao assistir ao trailer e procurar a sinopse para a nossa conversa, não pude evitar uma risada genuína. O conteúdo apresentado parecia completamente desconectado do que eu acabara de ver. Aqui está a sinopse divulgada:
“Quando Gepeto, o carpinteiro, vê uma estrela cadente, ele deseja que o boneco Pinóquio, que acabou de terminar, se transforme em um menino de verdade. Naquela noite, o desejo de Gepeto se concretiza, dando início a uma série de aventuras”.
Se essa fosse a realidade do filme, talvez valesse a pena comprar um ingresso. Contudo, é difícil não sentir que houve uma propaganda enganosa. Peço desculpas pela repetição… Mas será que realmente precisávamos de outra versão da história do nosso amado boneco de madeira? Em 2022, já tivemos duas adaptações: uma produzida pela Disney e outra pela Netflix. Embora ainda não tenha assistido essas versões mais recentes, o que realmente permanece na minha memória são as animações clássicas de 1940 e o filme lançado em 1996. Essas duas sempre terão um lugar especial para mim.
Não quero afirmar que estas sejam as únicas verdades absolutas. Porém, entre optar por esses clássicos e um filme que parece perdido em sua própria identidade… Bem, creio que minha escolha é clara.
Nessa nova versão, o tradicional grilo falante foi substituído por três baratas geradas por CGI. A sensação ao vê-las foi estranha e desconfortável; parecia que eu havia sido transportado diretamente para a adaptação cinematográfica de Cats (Universal Pictures, 2019). É inegável o estranhamento. Você até tenta entrar no clima do filme, mas ele mesmo não colabora.
Falta coerência na narrativa; falta emoção e motivação; é como se os eventos ocorressem apenas para seguir um roteiro vazio. Gepeto precisa fazer um desejo — mas qual? Ah! Ele recorda-se de que ele e sua esposa sonhavam em ter filhos. Pronto! Temos um desejo estabelecido. E agora? Ah sim! Ele deve criar um boneco de madeira porque a mágica surgiu de um pedaço de madeira. Ok, temos o boneco; qual é o próximo passo?
E assim os eventos vão se desenrolando. Pode-se alegar que é um filme voltado para crianças. Contudo, no ano passado tivemos A Casa Mágica da Gabby: O Filme (2025), cuja diversão foi garantida e transmitiu uma mensagem coesa. Usar esse novo Pinóquio como justificativa para ser um filme infantil é desrespeitoso. Além disso, em determinado momento ele insere elementos da linguagem da internet para tentar avançar numa história sem nexo já estabelecida — e do nada se transforma em um musical.
Confesso que demoramos para iniciar nossa lista dos “filmes que ofendem” deste ano. Mas abril chegou trazendo dois deles logo de cara. Se você perdeu o outro filme da lista, confira aqui.
Bem, meus amigos… Eu gostaria de poder dizer que me diverti ao final do filme. No entanto, sinceramente, o único ponto positivo foi ter assistido à cabine virtual da imprensa — assim eu pude pausar quando quisesse para tomar água ou surtar fora da tela antes de continuar com a tortura… Digo, com a sessão.
Aguardo vocês no nosso próximo encontro! Se você decidir assistir ao filme, venha conversar comigo sobre isso. Mas lembre-se: em abril teremos opções muito melhores nos cinemas. Fique ligado conosco para saber das boas novidades e evitar as bombas (risos). Um abraço a todos! Thi.
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