Maior evento esportivo do planeta volta a movimentar a economia nacional, aquecendo segmentos estratégicos e influenciando diretamente o comportamento do consumidor
Com menos de 10 dias para começar, a Copa do Mundo FIFA 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, promete gerar impactos que vão muito além dos gramados. Historicamente associada ao aumento do consumo e à movimentação de diversos setores econômicos, a competição chega em um momento de retomada gradual da confiança do consumidor e deve impulsionar bilhões de reais em vendas no Brasil. De acordo com projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o evento deverá movimentar aproximadamente R$ 4,32 bilhões no varejo nacional, representando um crescimento de 6,5% em relação à Copa do Mundo de 2022. A expectativa é que o maior volume de gastos esteja concentrado em supermercados, hipermercados, bebidas, alimentos, vestuário e entretenimento, refletindo uma mudança importante no perfil de consumo observado nas últimas edições do campeonato.
Enquanto em Copas anteriores a aquisição de televisores e eletrodomésticos liderava as intenções de compra, a edição de 2026 demonstra uma tendência cada vez mais voltada para experiências de consumo. Reuniões familiares, encontros entre amigos, eventos corporativos e ações promocionais têm impulsionado a demanda por alimentos, bebidas, delivery, gastronomia e lazer, criando uma cadeia econômica que beneficia desde grandes varejistas até pequenos empreendedores.
Para o empresário Ricardo Nunes, fundador do Grupo R1 e da Ricardo Eletro, a Copa do Mundo continua sendo um dos poucos eventos capazes de mobilizar simultaneamente consumidores, empresas e marcas em todo o país.
“A Copa do Mundo possui um efeito único sobre o comportamento do brasileiro. Existe um componente emocional que influencia diretamente o consumo, estimula encontros sociais e cria oportunidades para diversos segmentos da economia. Mesmo em cenários econômicos mais desafiadores, o futebol continua sendo um importante vetor de movimentação econômica e geração de negócios”, afirma.
Os setores ligados ao entretenimento, alimentação fora do lar, bares, restaurantes, delivery, turismo doméstico e moda esportiva aparecem entre os principais beneficiados. Em contrapartida, algumas atividades tradicionalmente registram desaceleração temporária durante os dias de jogos da Seleção Brasileira. Escritórios, serviços administrativos, parte do comércio de rua e atividades corporativas presenciais costumam apresentar redução de fluxo e produtividade durante as partidas mais relevantes do torneio. Outro fenômeno observado nesta edição é o crescimento expressivo do número de brasileiros que viajarão aos Estados Unidos para acompanhar os jogos presencialmente. Cidades como Miami, Orlando, Nova York, Dallas e Los Angeles se consolidaram como destinos preferenciais para torcedores e turistas, gerando uma transferência temporária de consumo para a economia norte-americana. Segundo especialistas, embora parte dos recursos que seriam gastos no Brasil migre para o exterior durante o período da competição, o impacto sobre a economia nacional tende a ser limitado. Isso ocorre porque a maior parte desses viajantes pertence a faixas de renda mais elevadas, cujo padrão de consumo costuma permanecer ativo também em território brasileiro.
“A presença de brasileiros nos Estados Unidos durante a Copa gera uma transferência pontual de gastos para o exterior, especialmente em turismo, hotelaria e compras. No entanto, o principal motor econômico do evento continua sendo o consumo interno realizado por milhões de brasileiros que acompanham a competição em suas cidades, movimentando comércio, serviços e entretenimento”, avalia Ricardo Nunes.
O desempenho da Seleção Brasileira também pode exercer influência significativa sobre o comportamento do mercado. Embora não exista uma relação direta entre resultados esportivos e indicadores econômicos estruturais, estudos de comportamento apontam que campanhas vitoriosas costumam elevar os índices de confiança do consumidor e prolongar os ciclos de consumo associados ao evento. Caso o Brasil avance às fases finais ou conquiste o tão aguardado hexacampeonato, a expectativa é de fortalecimento das ações promocionais de grandes marcas, aumento da audiência dos meios de comunicação, crescimento do consumo em bares e restaurantes e ampliação das ativações comerciais ligadas ao torneio. Uma eventual eliminação precoce, por outro lado, tende a encurtar esse ciclo de engajamento e reduzir o impacto econômico positivo gerado pelo evento.
A experiência da Copa do Mundo do Catar, em 2022, reforça essa percepção. Na ocasião, o torneio impulsionou diversos segmentos do varejo e fortaleceu campanhas promocionais de marcas nacionais e internacionais. Para 2026, contudo, analistas observam uma mudança estrutural importante: o consumo relacionado à Copa está menos concentrado em bens duráveis e cada vez mais direcionado a experiências compartilhadas.
“O consumidor atual busca conexão, entretenimento e experiências que surpreendam. A Copa do Mundo acompanha essa transformação. Hoje ela movimenta muito mais do que a venda de produtos; ela impulsiona encontros, ativações de marca, experiências gastronômicas e toda uma economia ligada ao convívio social”, conclui Ricardo Nunes.
Com expectativa de bilhões de reais em circulação, forte engajamento popular e participação crescente das marcas, a Copa do Mundo de 2026 reforça mais uma vez sua posição como um dos maiores catalisadores temporários da atividade econômica brasileira, demonstrando que, no Brasil, futebol e negócios continuam caminhando lado a lado.
Sobre Ricardo Nunes
Ricardo Nunes é um dos empresários mais reconhecidos do Brasil e uma voz de referência em empreendedorismo, varejo e estratégia econômica. Fundador de uma das marcas mais emblemáticas do varejo nacional e empreendedor serial com décadas de experiência prática, Nunes é amplamente respeitado por sua visão pragmática, resiliência empresarial e profundo conhecimento do ambiente de negócios brasileiro. Presença constante em debates sobre economia, liderança, recursos humanos e transformação de mercado, Ricardo Nunes se consolida como um líder de opinião que conecta execução empresarial real com pensamento estratégico de longo prazo, defendendo crescimento ético, estabilidade institucional e o fortalecimento sustentável do empresariado no Brasil.
Sobre o Grupo R1
Fundado por Ricardo Nunes, o Grupo R1 é um ecossistema dedicado à formação, ao fortalecimento e à profissionalização do empresariado brasileiro. Com metodologia de vivência na prática, foco em resultados e visão ética de longo prazo, o grupo oferece programas, encontros seletos e experiências voltadas à construção de negócios sustentáveis em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico.
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