Pena de 19 anos para homem que cometeu feminicídio e ocultou cadáver em Porto Alegre

Após quase uma década de espera, a Justiça finalmente condenou um dos três irmãos acusados pelo brutal assassinato e esquartejamento de Cíntia Beatriz Lacerda Glufke, de 34 anos, ocorrido em Porto Alegre no ano de 2015.

O Tribunal do Júri, realizado na 2ª Vara do Júri da Capital nesta segunda-feira (29), impôs uma pena de 19 anos e três meses de prisão em regime fechado, além de multa, ao condenado. A prisão foi decretada imediatamente em plenário.

O réu foi considerado culpado por homicídio qualificado, com agravantes de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime conexo de ocultação de cadáver.

Os outros dois irmãos envolvidos no crime também serão julgados em 10 de dezembro. A separação dos julgamentos se deu devido a conflitos nas defesas dos réus, que adotaram teses divergentes, inviabilizando um júri único.

Ministério Público vai recorrer para aumentar a pena

Durante o julgamento, o promotor de Justiça Francisco Saldanha Lauenstein, responsável pela acusação, afirmou que buscará aumentar a pena do condenado. “O réu apresentou várias versões durante o processo. Na realidade, isso foi um caso de feminicídio brutal, covarde e premeditado. O Ministério Público buscou justiça para a vítima, cuja família aguardou 10 anos por esse veredito”.

O promotor Marcelo Tubino, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Júri do Ministério Público do RS, também destacou a gravidade do caso. “Existem indivíduos que precisam ficar segregados por bastante tempo, não podendo fazer parte da sociedade devido ao grande dano que causam à população”.

Detalhes do caso

Os três irmãos, o sogro da vítima e uma aposentada foram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Segundo a acusação, em agosto de 2015, a vítima foi atraída à casa de um dos acusados sob o pretexto de um almoço.

Após uma discussão, ela foi agredida e morta com golpes de marreta. Partes do corpo foram cortadas com uma serra, sendo a cabeça e o tronco enterrados no jardim da residência, enquanto os outros membros foram descartados em um terreno baldio em outro estado.

Em 2019, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS analisou os recursos dos cinco acusados no processo. Por unanimidade, o Colegiado deu provimento ao recurso de um dos denunciados, sogro da vítima, absolvendo-o das acusações de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Em relação à outra acusada, uma senhora aposentada e amiga de um dos réus, o Tribunal acatou parcialmente o recurso, livrando-a da acusação de homicídio e mantendo a pronúncia apenas pelo crime de ocultação de cadáver. Posteriormente, a punibilidade foi extinta devido ao falecimento dela.

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By Blog do Quadrante

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