A carência de determinados nutrientes pode resultar em fraqueza, diminuição da massa muscular, comprometimento da memória e aumento do risco de quedas, conforme afirmam especialistas.
Com o passar dos anos, o organismo humano sofre transformações naturais que demandam uma atenção redobrada à alimentação. A perda de massa muscular, a diminuição na absorção de nutrientes essenciais, mudanças no funcionamento intestinal e até a redução do apetite tornam vital a adoção de uma dieta equilibrada. Nesse cenário, contar com orientação profissional é crucial para evitar deficiências nutricionais, fortalecer o sistema imunológico e assegurar uma qualidade de vida superior.
Rian Camilo de Almeida, nutricionista de 24 anos formado pela Universidade Braz Cubas e especialista em Nutrição Esportiva e Nutrição Materno-Infantil, ressalta que o cuidado nutricional para pessoas idosas deve ser personalizado, levando em conta as necessidades específicas de cada indivíduo. Rian atualmente atende em seu próprio consultório e oferece acompanhamento nutricional a pacientes de todas as idades, desde crianças até idosos.
Entre os nutrientes essenciais para a população idosa, Rian aponta proteínas, cálcio, vitamina D, vitamina B12, ferro e ômega-3 como fundamentais. Esses elementos desempenham um papel crucial na manutenção da saúde muscular e óssea, além de contribuírem para o funcionamento adequado do cérebro e do organismo como um todo.
“Os nutrientes mais relevantes incluem proteínas, cálcio, vitamina D, vitamina B12, ferro e ômega-3. A melhor maneira de verificar se a ingestão está adequada é através da avaliação feita por um nutricionista. Esse processo pode incluir uma análise alimentar detalhada e exames laboratoriais quando necessário”, explica Rian.
A vigilância sobre esses nutrientes é imprescindível, pois sua deficiência pode ocasionar sérios problemas como fraqueza física, perda de massa muscular significativa, deterioração da memória e um maior risco de quedas.
Suplementação
Embora exista a tendência de associar o envelhecimento ao uso indiscriminado de suplementos vitamínicos e minerais, o nutricionista alerta que não há uma regra fixa. A suplementação deve ser recomendada apenas após uma avaliação profissional cuidadosa que considere a saúde geral do paciente, suas práticas alimentares e os resultados dos exames realizados.
“A suplementação geralmente é indicada em casos de deficiência nutricional identificada, baixa ingestão alimentar ou condições específicas de saúde. Exames sanguíneos são fundamentais para determinar as necessidades individuais”, observa ele.
Além disso, Rian enfatiza que não existe um suplemento único que seja apropriado para todos os idosos nem uma idade específica para iniciar a utilização dessas substâncias. “A necessidade por suplementos varia conforme a dieta individual e as condições de saúde”, acrescenta.
Proteínas
Um dos grandes desafios enfrentados durante o envelhecimento é a redução gradual da massa muscular conhecida como sarcopenia. Para minimizar esse efeito adverso, é essencial garantir uma ingestão adequada de proteínas ao longo do dia aliada à hidratação suficiente e à prática regular de atividades físicas.
“É fundamental incluir proteínas em todas as refeições diárias, manter-se bem hidratado e realizar exercícios físicos regularmente. Além disso, deve-se assegurar uma dieta variada que inclua tanto macronutrientes quanto micronutrientes”, orienta Rian.
Esses cuidados são cruciais para preservar força física, autonomia e disposição nos idosos, além de auxiliar na prevenção de quedas e internações hospitalares.
Vitaminas
O especialista destaca que certos nutrientes merecem atenção especial na terceira idade por estarem intimamente relacionados à saúde dos ossos, músculos e funções cerebrais.
“Nutrientes como proteínas, cálcio, vitamina D, vitamina B12 e ômega-3 requerem monitoramento constante porque suas deficiências podem impactar diretamente músculos, ossos e cognição”, enfatiza Rian.
A vitamina D é vital para a saúde óssea e absorção do cálcio; já a vitamina B12 precisa ser acompanhada devido à sua absorção reduzida com o avanço da idade. O ômega-3 também é importante por sua conexão com a saúde cardiovascular e cognitiva.
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