Rio Grande do Sul prepara estratégia com 9,5 mil agentes para enfrentar tempestades durante as eleições

Por • • Segurança pública
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Neste domingo (4), o Rio Grande do Sul contará com a mobilização de mais de 9,5 mil profissionais de segurança pública para a Operação Eleições 2026. O planejamento inclui ações de contingência diante de condições climáticas adversas, bloqueio de vias e possíveis falhas nas redes de energia e comunicação, que possam impactar o processo eleitoral.

A Brigada Militar disponibilizará 8.461 policiais militares em todos os municípios, além das equipes que já realizam o atendimento cotidiano a ocorrências. Estima-se que cerca de 2 mil alunos dos cursos de formação atuarão nas cidades com os maiores colégios eleitorais.

Para essa operação, a BM contará com 2.205 veículos e 37 cavalos. O efetivo será distribuído entre os 21 Comandos Regionais da Polícia Militar, recebendo suporte de unidades especializadas como Bope, Choque, Comando Ambiental e CPRv-BM (Comando de Polícia Rodoviária da Brigada Militar).

O policiamento será intensificado nas áreas próximas aos locais de votação e apuração, bem como em estações de trem, rodoviárias e outros pontos com grande fluxo de pessoas. Além disso, haverá patrulhamento a pé e viaturas circulando ao longo do dia.

Operação Argos irá fiscalizar ônibus

Em função do aumento esperado no número de passageiros devido ao passe livre, a Brigada Militar implementará também a Operação Argos. Equipes farão seleções aleatórias de linhas de ônibus urbanos para fiscalização.

Um policial militar poderá embarcar no ônibus enquanto uma viatura acompanha o percurso. As vistorias serão realizadas em várias linhas para garantir uma fiscalização mais abrangente sobre as condições de segurança dos passageiros.

A BM recomenda que qualquer atividade suspeita que possa configurar crime eleitoral, como boca de urna, compra de votos ou ameaças, seja relatada pelo telefone emergencial 190 ou diretamente à equipe policial mais próxima.

Plano abrange resposta a temporais e falhas estruturais

A operação integrada prioriza locais de votação, rotas para o transporte das urnas e materiais eleitorais, além de locais destinados à totalização e apuração dos votos, vias estratégicas e municípios fronteiriços.

As contingências previstas incluem soluções para problemas logísticos relacionados às urnas, bloqueios em rotas, falhas nos sistemas elétricos e nas comunicações, além da possibilidade de eventos climáticos extremos, tumultos, violência política e desinformação significativa. O plano contempla rotas alternativas e canais redundantes para comunicação, assim como reforço operacional quando necessário.

O monitoramento em nível estadual será conduzido pelo CICC (Centro Integrado de Comando e Controle Estadual), localizado na sede da Secretaria da Segurança Pública. Haverá colaboração entre forças estaduais, órgãos federais, Defesa Civil, guardas municipais e integração com o TRE-RS.