Hello, Dropzeiros! Como estão vocês? Já fazia um tempo desde a última vez que compartilhei minha opinião sobre trailers e sinopses, não é mesmo? Por sorte, assisti “às cegas” hoje. Sabia apenas que era uma adaptação da escritora Colleen Hoover. Então, peguem suas bebidas favoritas e vamos falar sobre “Uma Segunda Chance” (Universal Pictures).
Se você ainda não viu o trailer deste filme, ótimo, não assista! Pois ele revela fragmentos desordenados de toda a história. “Ah, mas Thi… Ele é baseado no livro.” Tudo bem. Mas para quem ainda não leu – e vale ressaltar que uma obra literária e uma obra cinematográfica são coisas diferentes – é importante ter uma boa experiência assistindo ao filme.
A protagonista, Kenna (Maika Monroe), comete um erro imperdoável que a leva à prisão. Sete anos depois, ao cumprir sua pena, ela volta à sua cidade natal com a esperança de reconstruir sua vida e de se reunir com sua filha pequena, a quem nunca conheceu.
Para os amantes de dramas, este filme é uma ótima escolha. Basicamente, a sinopse é o que você precisa saber antecipadamente. Fuja de trailers e spoilers. Curiosamente, ele é vendido como um romance clichê, até pelas imagens de divulgação. No entanto, o romance, dentro do contexto geral da história, é apenas um detalhe, ou melhor, uma consequência do enredo.
A adaptação do título original me agradou, mas não sei se capturou completamente a essência da história. “Reminders of Him” (“Lembranças Dele”, na tradução livre) faria mais sentido. Mesmo assim, é uma adaptação satisfatória. A divulgação pode dar a impressão de ser um filme de “redenção”, aquele tipo que aparece como recomendação de streaming depois que você já explorou quase todo o catálogo. Mas, definitivamente, não é isso!
A fotografia do filme é deslumbrante! Assistir na telona realmente faz toda a diferença. As paisagens são tão lindas que você sente vontade de ficar admirando por alguns segundos. A trilha sonora também contribui bastante para a imersão. Aliás (perdoem-me por voltar a este tópico), o trailer utilizou uma música tão genérica que felizmente não está presente no filme. E a produção soube integrar a trilha sonora de forma que não desconecta o espectador da trama.
Nos primeiros minutos, algumas peças do quebra-cabeça são entregues. Sabemos que algo sério aconteceu. E, é claro, só vamos descobrir ao longo do desenvolvimento da história. Podemos até tentar descobrir as motivações, mas no momento certo, tudo se torna claro.
Embora eu não tenha lido a obra da autora, baseando-me em outras leituras, há momentos em que você sente que talvez, no livro, alguns detalhes façam mais sentido. Isso é um tanto curioso, para não dizer engraçado. Algumas situações ou frases ganham mais destaque, e você fica com a sensação de que no livro esses detalhes seriam mais significativos. No entanto, esses pontos não prejudicam a experiência. Para quem leu, podem ser pequenos “easter eggs”.
Pessoalmente, achei o filme um pouco longo, mas a narrativa, a maneira como as coisas se desenrolam, são um tanto mais lentas. Contudo, isso não é um problema. Seria um obstáculo se fosse lento e tedioso, o que definitivamente não é o caso.
Existe erro imperdoável?
Resumidamente, o desejo da protagonista é poder se aproximar e conhecer sua filha. O filme levanta questões importantes: há erros que são imperdoáveis? Uma pessoa pode ser rejeitada por ter antecedentes criminais? Uma mãe pode ser impedida de se aproximar de sua filha? A vida não é simples como uma equação matemática. Até que ponto alguém que cumpriu sua pena não merece uma segunda chance na sociedade? Existe realmente algum erro que justifique afastar uma mãe de seu filho? São reflexões profundas trazidas pelo filme. E quem somos nós para julgar a dor ou o luto de alguém? No entanto, será que ninguém merece uma nova oportunidade? Claro, cada ação tem suas consequências, e não estou dizendo que perdoar faz com que os erros sejam esquecidos “magicamente”.
“Uma Segunda Chance” é um drama que emprega alguns clichês comuns em filmes do gênero, sem que pareça forçado. Ele desperta curiosidade, principalmente para descobrir o desenvolvimento dos personagens, afinal, adaptar um livro com mais de trezentas páginas em um longa não é tarefa fácil. Nos faz refletir e torcer pelos personagens, imersos nas paisagens, dilemas e na trilha sonora.
É um filme com uma história complexa, que nos faz questionar quem está certo na situação, mas afinal, o que é realmente o certo? Envolve o espectador e nos mantém curiosos sobre como tudo se desenrolará, independentemente de ter um final feliz ou não.
Espero que sua experiência assistindo seja tão positiva quanto a minha. Fiquei interessado em saber mais sobre a autora e em assistir “É Assim que Acaba”. Aguardo vocês para nossa próxima conversa e quero saber suas opiniões sobre o filme. Um abraço, Thi.
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