IA na logística: o que as empresas precisam mudar para acompanhar essa transformação

Por • • Tecnologia
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IA
agêntica pode acelerar micro decisões na cadeia de suprimentos, reduzindo a
distância entre visibilidade, decisão e ação

A
inteligência artificial já deixou de ser uma promessa distante para fazer parte
da rotina das operações logísticas. Sistemas capazes de analisar grandes
volumes de dados, identificar padrões, antecipar riscos e apoiar decisões já
estão presentes em diferentes etapas da cadeia de suprimentos. Muitos
executivos de supply chain já utilizam pilotos de IA generativa no seu dia a
dia, reforçando a tendência e seu crescimento exponencial. O próximo desafio,
no entanto, não está apenas em adotar novas tecnologias, mas em mudar a forma
como as empresas pensam sobre decisão e execução. 

É
nesse contexto que a IA agêntica ganha espaço. A
Special Edition “O abismo decisório na Supply Chain”, produzida pela MIT
Technology Review Brasil em parceria com a Infios
, ouviu mais de 10
executivos e pesquisadores do setor no Brasil, México e Chile para investigar
justamente os gargalos entre identificar um desvio e conseguir agir sobre ele.
Entre os caminhos apontados está o uso de IA agêntica para acelerar decisões cotidianas
sem retirar a supervisão humana dos pontos críticos. 

Diferentemente
das aplicações tradicionais de inteligência artificial, voltadas principalmente
à análise e geração de informações, agentes de IA podem avaliar cenários e
recomendar ou executar ações dentro de parâmetros definidos. Na supply chain,
essa capacidade ajuda a lidar com decisões cotidianas, como responder a
mudanças na demanda, atrasos no transporte e rupturas de estoque.

Mesmo
quando esses desvios são identificados rapidamente, a resposta pode depender de
diferentes sistemas, aprovações e equipes. Esse intervalo entre identificar um
problema e agir é chamado de “abismo da latência decisória”, um dos principais
desafios da cadeia de suprimentos atual. Por isso, mais do que ampliar a
visibilidade, o desafio é transformar informações em decisões e ações com a
agilidade que a operação exige. 

“Durante
muito tempo, o objetivo da digitalização foi permitir que as empresas
enxergassem melhor suas operações. Agora, o próximo passo é fazer com que essa
visibilidade gere respostas mais rápidas e coordenadas”, afirma Hélcio Lenz,
Managing Director para a América Latina da Infios. “A IA agêntica pode
contribuir justamente nesse ponto, apoiando decisões recorrentes e permitindo
que as equipes concentrem sua atenção nas situações que realmente exigem
análise e julgamento humano.” 

Da informação para a ação

A
mudança de mindset começa por entender que o potencial da inteligência
artificial não está apenas nas grandes decisões estratégicas, mas também nas
centenas de pequenas decisões tomadas diariamente em uma operação logística. Em
vez de apenas analisar o que aconteceu ou prever cenários, agentes de IA podem
ajudar a definir os próximos passos. Se um fornecedor atrasa uma entrega, por
exemplo, a tecnologia pode identificar os pedidos afetados, verificar os níveis
de estoque e sugerir a redistribuição dos produtos disponíveis. Diante de um
aumento inesperado na demanda, pode cruzar dados de pedidos, estoque e
capacidade logística para indicar quais centros de distribuição precisam ser
abastecidos antes de uma ruptura.

No
transporte, agentes podem avaliar rotas alternativas considerando prazos,
custos e capacidade para recomendar novas estratégias diante de atrasos. Em
armazéns, podem ajudar a priorizar pedidos, reorganizar a separação de produtos
e direcionar recursos para áreas com maior demanda. O desafio é fazer com que a
IA ultrapasse a fase de projetos-piloto e passe a contribuir efetivamente para
a execução das operações. Para isso, agentes podem analisar dados de diferentes
fontes e recomendar ou realizar ações dentro de limites definidos pela empresa,
mantendo a supervisão humana em decisões críticas e situações excepcionais.

Mais
do que perguntar onde implementar IA, as empresas precisam identificar quais
decisões consomem mais tempo, onde estão os gargalos e quais tarefas podem ser
automatizadas com segurança. O objetivo é reduzir o intervalo entre identificar
um problema, decidir como resolvê-lo e agir, gerando impacto real na operação.

O desafio está além da tecnologia

A
adoção de IA agêntica também coloca em evidência um desafio antigo da supply
chain: a integração entre dados, sistemas e processos. Um agente só consegue
tomar uma decisão relevante se tiver acesso às informações necessárias e se
estiver conectado ao ambiente em que a ação precisa acontecer. Por isso, a
evolução da inteligência artificial na logística não depende apenas de modelos
mais avançados. Ela também passa por dados confiáveis, sistemas integrados,
processos bem definidos e regras claras de governança. Essa combinação é o que
permite que a IA deixe de ser apenas uma camada de análise e passe a fazer
parte do fluxo operacional. 

“Não
se trata de colocar um agente de IA no centro de todas as decisões. O objetivo
é identificar onde a autonomia pode gerar valor e onde a experiência humana
continua sendo indispensável”, explica Lenz. “O verdadeiro ganho está em criar
uma operação na qual pessoas e tecnologia trabalhem em conjunto, cada uma
atuando onde consegue gerar mais valor.” 

Uma nova forma de pensar a eficiência

À
medida que as cadeias de suprimentos se tornam mais complexas e sujeitas a
mudanças, reduzir o tempo necessário para responder a uma ocorrência pode ser
tão importante quanto prever que ela acontecerá. Nesse cenário, a IA agêntica
representa uma evolução na maneira de pensar eficiência operacional. Mais do
que automatizar tarefas isoladas, a tecnologia pode ajudar a conectar
percepção, decisão e execução, reduzindo a latência entre esses três
momentos. 

Para
as empresas que já possuem uma infraestrutura digital consolidada, o próximo
passo pode não ser simplesmente adicionar mais uma ferramenta à operação, mas
reavaliar como as decisões são tomadas e quais delas podem ser aceleradas pela
inteligência artificial. A questão, portanto, deixa de ser se a IA fará parte
da supply chain. Ela já está presente. O desafio agora é entender como mudar o
mindset para transformar essa tecnologia em capacidade real de decisão e
resposta. 

Sobre a Infios

A
Infios é uma líder global em Execução Inteligente de Cadeias de Suprimentos,
comprometida em melhorá-las incansavelmente, todos os dias. Com a confiança de
mais de 5.000 clientes em 70 países, a Infios ajuda organizações a migrar de
operações fragmentadas e reativas para ações coordenadas e em tempo real em
gestão de pedidos, armazéns e transporte. Seu portfólio de soluções adaptáveis
permite que empresas de todos os portes simplifiquem operações, melhorem a
eficiência e gerem resultados significativos. No centro de tudo está a Infios
AI, inteligência de execução incorporada diretamente aos fluxos de trabalho
operacionais. A Infios AI detecta disrupções, determina a melhor resposta e
executa ações coordenadas entre sistemas, criando um ciclo contínuo de decisão-ação
em que a execução acompanha o ritmo das mudanças. A Infios é uma joint venture
da Körber, provedora internacional de tecnologia, e da KKR, empresa global de
investimentos. 

Saiba mais em www.Infios.com 


Janaina Leme
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