Atualmente, o Rio Grande do Sul registra 163 denúncias através do aplicativo Pardal, ocupando a terceira posição entre os estados brasileiros conforme os dados atualizados nesta quinta-feira (20). Esta ferramenta da Justiça Eleitoral é utilizada para reportar possíveis irregularidades nas campanhas publicitárias das Eleições 2026.
No panorama nacional, são contabilizados 1.786 relatos. Em destaque, São Paulo lidera com 323 denúncias, seguido pelo Paraná com 181, depois vem o Rio Grande do Sul com suas 163 comunicações. Pernambuco apresenta 158 e Minas Gerais completa a lista com 136 registros.
Dentro do estado, Porto Alegre concentra a maior parte das queixas, totalizando 77 e representando 47,2% do total gaúcho. Canoas tem 11 denúncias, enquanto Caxias do Sul registra sete. Passo Fundo e Viamão possuem seis relatos cada uma.
As queixas relacionadas à propaganda em áreas públicas predominam no estado, somando 106 denúncias, o que equivale a 65% do total. Já as propagandas realizadas na internet contabilizam 18 registros, enquanto bens públicos geraram 14 denúncias. Existem também reclamações sobre carros de som, outdoors, distribuição de material impresso, além de mensagens enviadas e outras formas de divulgação.
Em relação aos cargos eleitorais mencionados nas denúncias, há 66 registros ligados a candidatos a deputado estadual e 60 a deputado federal. As queixas envolvendo partidos, coligações ou federações somam 27. Além disso, foram registradas cinco denúncias relacionadas ao cargo de governador, quatro para senador e uma para presidente da República.
Dos totalizados 163 relatos feitos no estado, atualmente 81 estão em andamento, 78 foram baixados do sistema e quatro foram formalmente peticionados no PJe (Processo Judicial Eletrônico).
Ferramenta permite denúncia de propaganda irregular
O aplicativo Pardal Móvel está ativo desde domingo (16), coincidentemente com o início da propaganda eleitoral. Para registrar uma denúncia, o usuário deve se identificar utilizando seu e-Título ou pela plataforma Gov.br; contudo, a identidade da pessoa que realiza a comunicação permanece em sigilo.
A plataforma permite detalhar a ocorrência e anexar fotos, vídeos, áudios ou links pertinentes. Após o envio da denúncia, um número de protocolo é gerado para acompanhamento posterior e a comunicação é enviada para análise das autoridades competentes.
