Vereador detido na Operação Cinesia; MP-RS acusa mais nove indivíduos

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Nesta terça-feira (22), o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) denunciou o vereador de Porto Alegre, Giovane Byl, do partido Podemos, que foi detido durante a Operação Cinesia, juntamente com mais nove indivíduos. A denúncia abrange os crimes de associação criminosa e peculato, sendo que este último delito é detalhado em nove ocorrências na acusação.

Além do vereador, estão entre os denunciados um assessor parlamentar, líderes de uma organização não governamental, advogados e membros da família dos envolvidos. O MP-RS não especificou as acusações individuais contra cada um dos denunciados.

A Operação Cinesia teve início na sexta-feira (18), quando foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Porto Alegre e Imbé. Giovane Byl foi um dos detidos durante essa ação.

MP-RS aponta prejuízo de R$ 2,25 milhões

O grupo investigado teria recebido R$ 3,1 milhões oriundos do Fundo Municipal de Saúde de Porto Alegre. Na denúncia apresentada, o MP-RS alega ter constatado um prejuízo mínimo de R$ 2,25 milhões aos cofres públicos da cidade.

O órgão requisita a condenação dos envolvidos e a estipulação de um valor mínimo de R$ 2,2 milhões para ressarcir o Município de Porto Alegre.

A acusação indica que as atividades do grupo ocorreram entre maio de 2023 e setembro de 2026. Segundo o MP-RS, uma entidade cultural alterou seu estatuto para atuar na área da saúde com o intuito de obter reconhecimento como utilidade pública municipal.

Após a destinação de emendas parlamentares e a formalização de termos relacionados ao fomento, recursos teriam sido retirados das contas destinadas aos projetos e transferidos para contas centrais e empresas parceiras. A acusação menciona que esses valores eram posteriormente distribuídos entre contas pessoais e empresariais ligadas ao grupo.

Além disso, o MP-RS afirma que houve investimentos privados superiores a R$ 1 milhão nas contas sob investigação, com a finalidade de repor os valores retirados e criar uma falsa impressão de regularidade financeira.

A defesa do vereador Giovane Byl e sua assessoria refutam as alegações feitas pelo MP-RS, afirmando que ele é inocente.

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